Acompanhei o atentado à revista "Charlie Hedbo", após ver um video de dois atiradores que massacraram chargistas e funcionários da revistas, antes de comentar minha opinião aqui o texto do portal G1.com:
"A identificação das vítimas fatais do ataque à revista “Charlie Hebdo” foi encerrada na noite de quarta (7). Os atiradores que invadiram o local mataram 12 pessoas e deixaram 11 feridas, quatro delas em estado grave. Os primeiros mortos a serem identificados foram quatro renomados cartunistas, Stéphane Charbonnier, conhecido como Charb e também editor da revista, o lendário Wolinski, Jean Cabu e Bernard Verlhac, conhecido como Tignous. Além deles, outros quatro funcionários da “Charlie Hebdo” morreram: o também cartunista Phillippe Honoré, o vice editor Bernard Maris, um economista que também escrevia colunas para a publicação, o revisor Mustapha Ourad e a psicanalista Elsa Cayat, que escrevia uma coluna quinzenal chamada “Divan”. Entre as outras vítimas fatais, segundo o jornal "Le Monde", estão o policial Franck Brinsolaro, morto dentro da redação, e o agente Ahmed Merabet, que morreu já na rua, durante a fuga dos atiradores. No ataque também morreram um funcionário da Sodexo que trabalhava no prédio, Frédéric Boisseau, de 42 anos, e um convidado que visitava a redação, Michel Renaud."
Fonte de Imagem e Texto: Portal G1
Primeiramente sou contra ao atentado, até porque usar a violência bruta (no caso usar a metralhadora ou outro tipo de armamento qualquer para acabar com a revista) não justifica, claro que isso foi feito pelos radicais, grupos terroristas que usam a força para reprimir opiniões contrarias a eles.
Se fosse grupos governamentais ou sociais que defendem a paz, teriam feito algum processo ou algo do tipo para reprimir as publicações, claro que não seria bom também censurar, mas essa seria uma atitude pelo menos sem violência e de forma opinativa contraria as charges.
Porque existe outras formas de manifestação e até ser contra ao atentado, existe um documentário chamado O Riso dos Outros, onde vários humoristas, chargista (Laerte) e grupos contra o humor, falam sobre as consequências do humor e o que pode acontecer e ele explica claramente como é o humor no cotidiano na sociedade brasileira.
A liberdade de expressão hoje existe de certa forma, mas mesmo assim, vários grupos de ilustradores ou ilustradores individuais quando assumi essa profissão, aos poucos vão sabendo dos riscos para se fazer esse tipo de arte e até mesmo humor. Um exemplo bem claro no Brasil é o Pasquim. Tanto, quando eles sofreram as censuras da ditadura militar, eles tiveram que burlar e muito os fiscais que tentaram repudiar as ilustrações humorísticas e ainda por cima conseguiram de uma tal forma que acabaram ganhando destaque no pais.
Por isso a charge sempre foi uma forma de manifestação politica para se fazer uma critica, seja ela para agradar ou desagradar um grupo ou individuo que faz parte de uma sociedade. Mas assim como o humor, ela também tem um alvo e esse mesmo alvo pode conceder uma resposta boa ou nada boa. Por isso o chargista ou cartunista (ou como preferir chamar ilustrador) sabe das consequências que a sociedade pode responder e isso é fato. Mas claro não defendo a atitude dos assassinos que atacam de forma brutal e que não justifica o assassinato. Mas deve se lembrar também que a repressão as charges sempre vai existir, mas quando for fazer as ilustrações seja de qual forma, qual ideia e de que opinião principalmente, o grupo ou a sociedade vai responder sim e da forma como ela quer.
Por isso os chargista que queiram partir para esse tipo de trabalho, tenham a consciência do que estão fazendo, assim como os humoristas tem a consciências e até mesmo as consequências do que vão tomar, seja verbal ou até mesmo físicas, como aconteceu no atentado na França. No Brasil isso não é diferente, até mesmo charges sindicais como eu fiz em 2012 na época da Metamorfose Comunicação, houve medo dos próprios patroes que lideravam os sindicatos patronais, das autoridades, mas houve também uma repressão, que graças a deus não foi nada de grave.
Mas claro a charge é uma forma de manifestação e sou muito a favor dela para defender ou criticar uma politica que não esta nada legal para um sociedade e que principalmente seja de forma bem humorada. Esse atentado prova que alguns países orientais precisam entender o humor, sem usar a violências. Justamente com esse humor, porque os países islâmicos por exemplo não fazem o mesmo atacando de forma bem humorada, ao invés de tirar vidas? O que vai acontecer com isso? Vão fazer mais charges e isso vai aglomerar mais a manifestação e até mesmo piorando para as religiões.



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