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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

DEPOIMENTOS - SOBRE O MERCADO DE ILUSTRAÇÃO EM JUAZEIRO DO NORTE / CE

direção: David Tomás
colaboração: Francisco Araújo

Qual é a perspectiva para os artista, sobre o mercado de ilustração na cidade de juazeiro do norte, e além da divulgação dos artistas, como manter esses trabalhos, se existe grupos regulamentados ou não e também perspectivas para expandi esse mercado desde a região do cariri ate mesmo no brasil e no mundo?

Moézyo de Lima

O reconhecimento da produção de ilustrações para o mercado Juazeirense não atende à demanda de acordo com o talento do artista. Essa é a realidade de quem vive em Juazeiro do Norte que procura viver de arte. Mas recentemente, essa visão de derrotismo, que julga não ter espaço para artes visuais vem perdendo cada vez mais espaço e ganhando mais perspectivas através de espaços culturais que abrem as portas para divulgação artística, que atrai o olhar de quem visita a cidade, e também do esforço contínuo dos artistas. 

Dependendo da capacidade do indivíduo, ele cada vez mais pode pensar em inovar acreditando em um horizonte de oportunidades. Porém, se não for essa forma de divulgação pelas instituições e mídias digitais, não há outra forma de viver. Para manter esse trabalho o artista precisa estar atualizado e ficar por dentro de grupos sociais para saber das tendências, e até mesmo para ter conhecimento criando mercado. Entre essas e outras coisas, são as que ajudam a inspirar na produção artística de quem quer entender o público e ser bem visto para crescer na profissão. 

O que é mais notado nesta cidade, é que as pessoas que se aventuram exclusivamente de suas artes, são poucas que ousam em testar técnicas variadas e estilos diferentes por medo da aceitação do cliente. É um mercado pequeno... E assim, se o artista não toma cuidado acaba pensando demais em agradar o cliente, para ganhar o seu “ganha-pão” e não agradar a si mesmo descobrindo novas técnicas e conceitos sobre arte. Para o artista identificar o seu público aqui em Juazeiro ele tem que estar preparado para não divulgar Concept-art, por exemplo em locais públicos repletos de romeiros que vêm a cidade por motivos religiosos que aceitam mais a cultura tradicional nordestina.

Assim, pode ter certeza que esperar para sobreviver por um público desse é suicídio! E assim se descreve a cidade de Juazeiro e todas as dificuldades, mas não sou pessimista, pois percebo que quanto mais a cidade se desenvolve, mais o público fica variado fazendo globalização. Por exemplo, conheço um grupo de amigos que há mais ou menos um ano criou um grupo chamado “Cariri comics”, e que com o tempo esse grupo foi crescendo mais por pessoas que querem consumir arte. Acredito que para o crescimento desse mercado ser cada vez mais significante aqui no Cariri seja possível com a ajuda da internet, pois não existem fronteiras para quem usa. 

E existem as mais variadas formas de tornar o seu trabalho bem visto e para manter o trabalho, vai depender do esforço e da criatividade. Então, dá para sobreviver de arte aqui em Juazeiro, e sem dúvida a divulgação e absorção de conhecimento por mídias digitais é essencial para o crescimento. Pois se depender do que a cidade oferece, não conseguirá muitos resultados."


Saulo José

Acredito que hoje em Juazeiro do Norte está faltando uma entidade ou instituição voltada para os artistas da área ilustrativa, local esse que capacite oriente e estimule o mesmo, onde se pode impulsioná-los no cenário municipal estadual e até mesmo no cenário nacional.


Weberson Araújo

As perspectivas são mais atribuídas a questões individuas do que grupais, é bastante comum vermos pessoas de talento em nossa região, porém, devido à falta de oportunidade é difícil os mesmos fincarem seus talentos dando assim continuidade ao seu processo de aprendizado cognitivo. A falta de uma entidade destinada a pessoas que atuam nessa área é bastante escassa aqui na região, sendo até um descaso, pois a mesma tem uma vasta aglomeração cultural, desde religião até a própria região; o ceará, o nordeste e as suas cidades do interior têm o que eu chamo de “uma beleza sofrida” a Chapada do Araripe, o sertão, o povo, tudo para mim soa como fonte de inspiração, tudo é simplesmente lindo do jeito que é! Se hoje muitos dos poucos artistas “sobreviveram” e ainda sobrevivem as essas adversidades fora graças aos seus esforços e o amor que tem pela profissão.

Apesar de ser uma profissão pouco difundida aqui na região (e quando falo pouco difundida tento abordar todas as áreas no geral: Designers, Ilustradores, Quadrinistas, Professores e etc...) da sim para se viver disso, contudo deve-se estar atualizado e sempre tentando se engajar nesse ramo, mesmo que ainda não esteja atuando na área como um verdadeiro profissional, estudar e se preparar são as principais bases para quem quer ter sucesso nessa área, e tentar repassar esses conhecimentos para pessoas que se interessem e também queiram trilhar essa jornada também conta. De todas as profissões essa é a que mais deveria promover a união entre os seus profissionais, pois estilos próprios nascem a partir dos estilos difundidos na caminhada de aprendizagem do artista, e esse conhecimento é válido tanto para o profissional quanto para o pessoal.

E independente das adversidades devesse buscar formas de transpor as mesmas, e apesar da falta de recursos existem outro principais fatores que causam a desistência de pessoas com talento dentre eles o desanimo e a auto-avaliação que o individuo tem de si mesmo, errar faz parte do processo e é tão importante se não tanto, quanto ter que acertar! Devesse muitas vezes ver a situação de outro ângulo, o Brasil é bastante novo em certas áreas desse ramo e recentemente descobriu-se que a falta de profissionais que trabalhem com Storyboard é bastante grande, assim como em várias outras áreas. Então estude, erre bastante , aprenda com os seus erros e divulgue o seu trabalho, essa é a essência de tudo e de onde todo artista deve começar.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

OPINIÃO - MERCADO DE CARICATURA DÁ DINHEIRO NO CEARÁ?

por David Tomás



BAIXO CUSTO DE MERCADO

Uma das teclas que eu sempre bato é a questão do custo de mercado. Muitos valores abaixo de R$100,00 e até abaixo de R$ 50,00. Isso é muito ruim atualmente, porque a valorização do mercado de caricatura pode chamar atenção em alguns pontos.

Primeiro pela entrada de qualquer profissional e fazer trabalhos de qualquer jeito. Nisso profissionais mais experientes terão essa dificuldade para conseguir se consolidar nesse mercado. Além disso, as tabelas de preços que eram para ser o guia de instrução para o profissional, muitas vezes são rejeitadas pela maioria dos artistas e ainda tem agências, empresas e clientes que aproveitam essa tabela para cobrar muito abaixo desse mercado.

Deveria ser feito pela iniciativa desses próprio profissionais, uma ética no minimo para se conseguir reverter a situação e deixar de lado o individualismo para promover coletivamente um mercado mais favorável e que pelo menos todos poderiam ganhar com isso.

FALTA PROFISSIONAIS BONS

A falta de profissionais qualificados faz com que tenham tipos de profissionais mais medianos e ruins, pois isso também prejudica o mercado não somente no preço. Muitos inclusive não se preocupam com as técnicas de ilustração, semióticas das interpretações e outros fatores que a caricatura é realmente de fato. Com isso alguns com mais experiências tem dificuldades de conseguir uma certa credibilidade por conta disso, que seria um dos motivos para tentar se manter no mercado.

CURSOS A NÍVEL DE MERCADO


Aqui em Fortaleza só conheci e cheguei a fazer um curso de caricatura. A falta de cursos especializados é praticamente zero e isso faz com que profissionais busquem mais conteúdos pela internet (redes sociais, videos, grupos de discussão).

CLIENTES MAIS EXIGENTES

Os clientes são cada vez mais exigentes nesse mercado e isso pode ser outro problema, porque na caricatura de encomenda por exemplo, o cliente sempre quer ficar bonito no desenho e muitos caricaturistas fazem o estilo escrachado na grande maioria, que era para ser o certo.

Porque o cliente ele não quer passar vergonha e ser motivo de piada para identificar o defeito e isso é preocupante? porque na minha opinião a caricatura ela não deve agradar o cliente e sim procurar um defeito e fazer o mais semelhante possível.

são poucos caricaturistas que seguem um pouco essa linha e muitas vezes tem essa dificuldade.

MAIS RECURSOS BUROCRÁTICOS E PROFISSIONAIS

Muitos dos profissionais também quando vão começar a trabalhar no mercado, não buscam estudar um pouco de empreendedorismo e nem sequer formas de venda. até porque esse é o ponto crucial para conseguir mais recursos.

Personalizar sua identidade visual de forma correta, formas de pagamentos com cartões e contas virtuais e outros fatores que podem ajudar nesse mercado. Por isso sempre buscar orientação através de profissionais na área, entidades e outras fontes para obter um bom mercado.

MERCADO - PREÇOS DE MATERIAIS DE DESENHOS - BENFICA

por David Tomás

Estou estreando uma serie de postagens sobre preços anualmente de materiais de desenho, em dezembro vi na CD Max do Shopping Benfica, uma loja muito conhecida pelos ilustradores fortalezenses que tem alguns materiais de desenhos.


Achei em alguns pontos caro certos materiais, como por exemplo o SketchBook da Tilibra (foto acima) que estava em torno de R$ 35,00 para quase R$ 50,00. Mas vi um material um outro SketchBook que estava custando quase R$16,00. Tem poucas folhas mas vi uma certa vantagem de comprar esse material, na minha opinião.


Os materiais de papeis mais profissionais como a marca Canson também estão em conta, pelo menos alguns deles estão na faixa de R$9,00 para cima, mas acho que ainda esta um pouco salgado outros materiais como as folhas A3, mas mesmo assim para quem trabalha com esse tipo de papel, o retorno pode ser bom, dependendo da forma que você trabalha com orçamentos e execução de trabalhos.

O material na segunda foto acima, por exemplo, custa em torno de R$9,95, esse tipo de papel é para estudantes que praticam desenhos, diferente das linhas profissionais e linhas acadêmicas que tem mais suporte de tipos de materiais.